Um manifesto pelos pés no chão

Sou entusiasta dos dispositivos e ferramentas digitais. Seja para comunicação, criação, compartilhamento ou colaboração. Na corrida, na Yoga, no caiaque, no carro, na fotografia ou tomando uma cerveja. As utilizo com meus alunos, professores, amigos e família. Resumindo: estou conectado boa parte das horas que permaneço acordado.

Dia desses assisti esse vídeo que um banco produziu para o final do ano:

 

Mas uma frase do meu Mestre Jedi — meu pai — tem martelado em minha mente com uma certa frequência:

“Tudo isso aproxima quem está distante, e distancia quem está próximo”.

Ele tem seus “mantras”, repetindo isso com uma certa frequência e cadência, e neste mesmo ritmo eu ignorava com uma certeza absoluta. E é quando essa certeza bizarra aparece que o processo de aprendizado se inicia, ou pela dor ou amor. Outra dele:

“Só os idiotas tem certeza”.

Sem ofensas, meus amigos. É só o modo dele nos dizer para analisarmos os múltiplos cenários antes de nos fecharmos às novas experiências e possibilidades. Infelizmente ainda me comporto como um idiota mais do que gostaria. Disso eu tenho certeza. Mas a estrada é longa e tenho aprendido a gostar mais do percurso do que do destino final, e nesse percursos encontros são inevitáveis, e alguns destes mostram o quanto o primeiro mantra do Mestre Jedi faz todo o sentido.

Uma das coisas mais preciosas para todo ser vivo chama-se TEMPO. É no movimento desse fenômeno universal que nossas células realizam o metabolismo que nos mantém vivos, mas a oxidação resultante desses processos nos “mata” a cada dia. Diante desse paradoxo biológico, nos resta agir com sabedoria em relação ao que vamos fazer com o nosso tempo. Talvez seja a coisa mais importante que posso compartilhar com as pessoas ao meu redor…as próximas.

Já parou para pensar há quanto tempo você não senta no chão, fica descalço, brinca, dá risadas, conhece novas pessoas e compartilha com elas o que você tem de mais precioso?

Tempo não é dinheiro, tempo é momento único e não tem preço. O que você faz com o seu? Não importa se você tem 8 ou 80 anos, apenas seja corajoso, menos idiota e mais…espontâneo.


Este post foi originalmente publicado no Medium.

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